PRIMATO 2026

Programação ·

Mini
cursos

Onze cursos em dois turnos. Os minicursos são pagos e a inscrição é feita por adesão, separada da inscrição no congresso. Clique em um minicurso para ver a apresentação, o objetivo e o que levar.

Inscrição paga, por adesão

Valor por minicurso, cobrado à parte da inscrição no congresso. Quanto antes você se inscrever, menor o valor.

  1. 1º lote R$ 60,00 até 30 de setembro
  2. 2º lote R$ 70,00 até 31 de outubro
  3. 3º lote R$ 80,00 até 29 de novembro

Manhã

08h às 12h

MC01MANHÃ Minicurso 1

Abordagens mitogenômicas e genômicas em primatas neotropicais: filogenia, populações e genética funcional

MinistranteDra. Thaynara Lima — pós-doutoranda, UFRGS
Currículo Lattes
  • Teórico-prático
  • Notebook ou tablet

Apresentação

Este minicurso teórico-prático abordará o fluxo de análises biológicas obtidas a partir de dados genômicos e mitogenômicos, utilizando como estudo de caso um projeto internacional voltado para primatas neotropicais. A apresentação será dividida em três pilares fundamentais.

No primeiro módulo, discutiremos o genoma mitocondrial (mitogenoma), demonstrando como bancos de dados comparativos baseados em mitogenomas completos são estruturados para resolver nós filogenéticos e inferir a evolução molecular de macacos do Novo Mundo. Além disso, abordaremos o uso desses marcadores para estudos de genética populacional, filogeografia e identificação de parentesco e fluxo gênico entre indivíduos, exemplificado por populações de macacos-prego (Sapajus libidinosus).

No segundo módulo, faremos a transição para o genoma completo (nuclear). Discutiremos os critérios para integração de novos dados de sequenciamento a consórcios globais públicos e os limites de resolução demográfica entre marcadores mitocondriais e nucleares.

Por fim, exploraremos a genômica funcional e comparativa. Os alunos aprenderão estratégias para prospecção, localização e extração de genes de interesse (como exemplo os relacionados ao desenvolvimento do sistema nervoso e cognição) a partir de genomas. Concluiremos mostrando como desenhar análises para buscar assinaturas de seleção positiva e convergência molecular entre espécies filogeneticamente distantes que compartilham comportamentos complexos, como o uso de ferramentas.

ObjetivoVer

Capacitar participantes a delinear estudos genômicos e extrair informações filogenéticas, populacionais e/ou funcionais aplicadas à evolução em primatas.

Pré-requisitos e o que levarVer

Conhecimentos básicos de genética geral e evolução. Não é necessário domínio prévio de ferramentas de bioinformática ou linguagem de programação.

Dispositivo eletrônico (notebook ou tablet) para anotações e execução de pipelines de teste. O minicurso será predominantemente conceitual e focado em desenho experimental (pipelines metodológicos), dispensando o uso imediato de computadores de alto desempenho por parte dos alunos.

MC02MANHÃ Minicurso 2

Acelerando sua revisão: workshop prático sobre revisões sistemáticas e de escopo com Rayyan

MinistrantesIrene Delval · Nayara Teles
Currículo Lattes
  • Teórico-prático
  • Computador
  • Internet

Apresentação

As revisões sistemáticas e revisões de escopo consolidaram-se como importantes estratégias para sintetizar evidências científicas, permitindo identificar lacunas do conhecimento, orientar novas pesquisas e subsidiar a tomada de decisão baseada em evidências. Entretanto, uma das etapas mais demoradas e suscetíveis a erros consiste na organização das referências recuperadas nas bases de dados e na triagem dos estudos elegíveis.

Nesse contexto, o Rayyan tornou-se uma das principais plataformas internacionais para gerenciamento de referências e seleção de artigos científicos, sendo amplamente utilizado em revisões sistemáticas, revisões de escopo e outras modalidades de síntese da literatura. A ferramenta permite importar referências provenientes de diferentes bases de dados, identificar registros duplicados, organizar critérios de inclusão e exclusão, realizar triagens individuais ou colaborativas, registrar justificativas para exclusão e documentar todas as etapas do processo de seleção de estudos.

Embora o software seja amplamente utilizado, muitos pesquisadores desconhecem seus recursos ou o utilizam de forma limitada. Dessa forma, este minicurso tem caráter teórico-prático e busca capacitar estudantes, pesquisadores e profissionais para utilizar o Rayyan de maneira eficiente, transparente e alinhada às recomendações metodológicas internacionais para revisões da literatura.

MetodologiaVer

O minicurso será desenvolvido por meio de exposição dialogada, demonstração prática da plataforma Rayyan e atividades individuais realizadas pelos participantes.

Durante o curso serão apresentados exemplos reais de revisões científicas, permitindo que os participantes acompanhem todas as etapas do processo de seleção dos estudos. Cada participante realizará uma atividade prática utilizando uma base de artigos previamente disponibilizada, aplicando critérios de inclusão e exclusão, utilizando etiquetas, resolvendo conflitos simulados e exportando os resultados finais.

Ao longo das atividades também serão discutidas boas práticas metodológicas relacionadas à transparência, reprodutibilidade e documentação das revisões da literatura.

Conteúdo programático — 7 módulosVer
  1. Módulo I — Introdução às revisões da literatura

    • Tipos de revisão científica
    • Revisão narrativa
    • Revisão sistemática
    • Revisão de escopo (scoping review)
    • Diretrizes PRISMA
    • Fluxo geral de uma revisão baseada em evidências
  2. Módulo II — Conhecendo o Rayyan

    • O que é o Rayyan
    • Criação de conta
    • Interface da plataforma
    • Organização dos projetos
    • Recursos gratuitos e recursos premium
  3. Módulo III — Importação e organização das referências

    • Exportação de referências das principais bases de dados
    • Importação de arquivos RIS, BibTeX e CSV
    • Organização inicial dos estudos
    • Identificação e remoção de duplicatas
  4. Módulo IV — Processo de triagem

    • Definição de critérios de inclusão e exclusão
    • Triagem por títulos e resumos
    • Utilização de etiquetas (labels)
    • Comentários e justificativas de exclusão
    • Filtros de busca
    • Ferramentas de apoio à decisão
  5. Módulo V — Trabalho colaborativo

    • Revisões com múltiplos avaliadores
    • Triagem cega
    • Comparação entre revisores
    • Resolução de conflitos
    • Registro das decisões
  6. Módulo VI — Inteligência artificial no Rayyan

    • Funcionamento das recomendações automáticas
    • Benefícios
    • Limitações
    • Cuidados na utilização da inteligência artificial durante a triagem
  7. Módulo VII — Exportação dos resultados

    • Exportação dos estudos incluídos
    • Exportação dos estudos excluídos
    • Organização dos resultados
    • Integração com o fluxograma PRISMA
    • Documentação metodológica da revisão
ObjetivosVer

Objetivo geral. Capacitar os participantes para utilizar a plataforma Rayyan no gerenciamento, organização e triagem de estudos científicos em revisões sistemáticas, revisões de escopo e demais revisões baseadas em evidências.

Objetivos específicos. Ao final do minicurso, espera-se que os participantes sejam capazes de:

    • compreender as diferentes modalidades de revisão da literatura e o papel do Rayyan no processo metodológico;
    • criar projetos e configurar revisões na plataforma;
    • importar referências provenientes de diferentes bases de dados;
    • identificar e remover registros duplicados;
    • estabelecer critérios de inclusão e exclusão;
    • utilizar etiquetas, filtros e comentários durante a triagem;
    • realizar triagem por títulos, resumos e textos completos;
    • compreender o funcionamento da triagem colaborativa e a resolução de conflitos entre revisores;
    • exportar os resultados para elaboração do fluxograma PRISMA e documentação metodológica.
Pré-requisitos e o que levarVer
    • Laboratório de informática ou computadores pessoais
    • Acesso à internet
    • Projetor multimídia
    • Plataforma Rayyan (versão gratuita)
    • Material didático em PDF
    • Base de artigos para treinamento
MC03MANHÃ Minicurso 3 · 2ª edição

Dicas de redação científica para conquistar revisores e editores

MinistranteJúlio César Bicca-Marques
Currículo Lattes
  • 50 participantes
  • Bloco de anotações

Apresentação

Exploraremos aspectos de ética e má conduta científica, da forma e conteúdo das seções que compõem um manuscrito a ser submetido para publicação em periódicos científicos e do processo de submissão, revisão e comunicação com o editor. O formato será do tipo "o que fazer e o que não fazer". Os temas abordados incluirão como elaborar títulos, resumos e resumos gráficos informativos e atraentes, palavras-chave úteis e destaques da pesquisa adequados, como revisar a literatura e organizar as ideias, o que incluir na Introdução (estado da arte do tema, objetivos, hipóteses e predições) e nos Métodos, como otimizar a seção Resultados com descrições claras e diretas, figuras e tabelas, como discutir em alto nível para avançar o conhecimento científico, o que incluir nos Agradecimentos e como seguir as regras de citação das referências no texto e sua listagem na seção Referências, os tipos de manuscrito, a escolha do periódico e as regras para os autores.

O curso envolverá exposição oral dos temas com interação simultânea com os participantes e exercícios práticos por meio de exemplos dos próprios participantes e/ou de buscas em tempo real na internet. Por fim, recomendarei bibliografia especializada para quem desejar se aprofundar na temática.

ObjetivoVer

Qualificar a redação científica dos participantes por meio de dicas do que fazer e do que não fazer na redação de manuscritos, capítulos e afins.

Pré-requisitos e o que levarVer

Desejo de publicar os resultados das pesquisas em periódicos científicos de alto nível e vê-los citados por outros cientistas.

Lápis ou caneta e bloco de anotações ou caderno.

Vagas. 50 participantes. Se necessário e logisticamente viável, podem ser aceitas mais inscrições.

MC04MANHÃ Minicurso 4 · em espanhol

Introducción al análisis de redes sociales

MinistranteSandra Elizabeth Smith Aguilar
Currículo (PDF)
  • Teórico-prático
  • Notebook com Gephi

Apresentação

Se presentarán conceptos necesarios para identificar problemas que puedan aprovechar el análisis de redes sociales para su exploración. La teoría irá acompañada de un componente práctico en el cual se introducirá una herramienta para generar visualizaciones y hacer un análisis básico de una red. La práctica permitirá ilustrar algunas consideraciones a tener en cuenta al implementar un análisis de redes.

Temas do cursoVer
  1. Conceptos básicos

    • Breve historia
    • El modelo de red
    • ¿En qué situaciones me puede servir un modelo de red?
  2. Características de redes

    • Nodos y vínculos
    • Métricas individuales, globales y de meso-escala
    • Tipos de redes
  3. Propiedades de las redes

    • Flujo de información
    • Contagio
  4. Consideraciones

    • ¿Qué datos necesito para hacer un análisis de redes sociales?
    • ¿Qué métricas debo usar?
    • ¿Qué hago con mis métricas?
    • Incertidumbre en redes
ObjetivoVer

Ofrecer bases teóricas y prácticas para entender la utilidad del análisis de redes sociales e implementarlo.

Pré-requisitos e o que levarVer

El taller no supone ninguna experiencia previa con análisis de redes sociales ni con el software, pero conocimientos básicos de R y estadística son útiles.

Se requiere que los participantes cuenten con una computadora portátil que tenga instalado el programa Gephi, un software de acceso gratuito disponible para múltiples sistemas operativos, en gephi.org/desktop. Será importante que los participantes comprueben que el programa está instalado y abre en su computadora antes del curso.

MC05MANHÃ Minicurso 5

Conservação de primatas e escrita criativa: o haicai e o cartão-postal como ferramentas de sensibilização

MinistrantesAltair Teixeira Martins · Juliane Nunes Halla Cabral
  • Oficina prática
  • Material para escrita

Apresentação

A proposta une a coletivização de saberes à escrita criativa como ferramenta de sensibilização poética, lúdica e pedagógica. Imbrica ciência, educação e arte para ampliar o alcance da divulgação científica, especialmente na primatologia, sensibilizando a sociedade e produzindo artefatos literários envolventes e conectados às diferentes realidades.

Sob a ótica da Educação do Campo, estimula o vínculo das populações com seu entorno, fundamental na conservação. A arte-educação ganha força pelo caráter sensibilizador, utilizando a imagem como recurso para inspiração, observação e construção poética. Assim, a produção de haicais (registro sensorial) e cartões-postais (arte de síntese) dialoga diretamente com a conservação da biodiversidade.

Dinâmicas — 2 módulosVer
  1. Módulo I — Haicais

    • 45 min: apresentação de fotos de primatas neotropicais
    • 45 min: explanação sobre a arte do haicai
    • 45 min: escrita de haicais a partir das imagens, com troca de fotos entre participantes, exposição e reflexão
    • 45 min: debate e observações finais
    • Ao final: impressão dos haicais sobre as imagens para o congresso
  2. Módulo II — Cartões-postais

    • 30 min: apresentação de fotos de primatas em seu habitat
    • 30 min: distribuição dos postais e explicação — relatar um fato e pedir ajuda a um interlocutor, com data, local e assinatura
    • 30 min: escrita dos postais
    • 30 min: troca de postais, em que cada participante responde ao pedido do colega
    • 30 min: debate e observações finais
    • Ao final: impressão dos postais para exposição
ObjetivoVer

Oferecer ferramentas lúdicas e artístico-literárias para sensibilizar o olhar, o escrever e as ações educativas nos territórios.

Sobre os ministrantesVer

Altair Teixeira Martins (Porto Alegre, 1975). Bacharel em Letras, mestre e doutor em Literatura Brasileira (UFRGS). É professor da Faculdade de Letras e de Escrita Criativa na PUCRS, atuando no programa de pós-graduação. Coordena o grupo de pesquisa Intersemioses Criativas. Tem textos publicados em Portugal, Itália, França, Argentina, Uruguai, Espanha, Hungria, Luxemburgo e Estados Unidos. Ganhou, além de cinco Prêmios Açorianos, o São Paulo de Literatura (2009, com o romance A parede no escuro) e o Moacyr Scliar (2012, com os contos de Enquanto água). Os donos do inverno (romance, 2019), A paisagem presa na coleira (poesia, 2023) e Tango para homens velhos (teatro, 2025) são suas obras mais recentes. Currículo Lattes

Juliane Nunes Halla Cabral (Porto Alegre, 1979). Médica veterinária e acadêmica de Licenciatura em Educação do Campo — Ciências da Natureza na UFRGS. Especialista em análises clínicas. Atuou no Programa Macacos Urbanos, realizando trabalhos relacionados à conservação do bugio-ruivo. Foi pesquisadora do Instituto de Pesquisas Mamirauá, realizando pesquisa e apoio de campo sobre a fauna e a saúde ecossistêmica nas reservas Mamirauá e Amanã. Atualmente dedica-se à agricultura agroecológica e à Educação do Campo, atuando em escolas indígenas e do campo na região da Costa Doce, RS. Currículo Lattes

Pré-requisitos e o que levarVer
    • Quadro branco
    • Pincéis de quadro
    • Projetor multimídia
    • Material para escrita
MC06MANHÃ Minicurso 6

Oficina de mapas: cartografia básica para leigos aplicada à primatologia

MinistranteÍtalo Mourthé
Currículo Lattes
  • Prático
  • Notebook com QGIS
  • Sem pré-requisitos

Apresentação

Os estudantes serão apresentados ao QGIS, um Sistema de Informações Geográficas (SIG) gratuito e poderoso. Neste minicurso prático você entrará para o mundo da representação espacial. A proposta é desmistificar a cartografia aplicada à primatologia, mostrando que, com as ferramentas certas, você pode transformar dados em informação visual poderosa.

Serão abordados: 1) o mapa e seus componentes (escala, projeção, coordenadas); 2) primeiros passos no QGIS (interface, navegação e adição de camadas); 3) manejo de dados (seleção, consulta, manipulação de dados espaciais e tabelas de atributos); 4) criação e edição de mapas e layout de impressão (criar, alterar cores, simbologias e legendas, e salvar mapas em alta resolução).

Ao final do minicurso, o participante terá autonomia para navegar no QGIS, manipular dados geográficos básicos e produzir mapas de forma simples e eficiente, adquirindo uma nova habilidade para aplicar em seus projetos acadêmicos ou profissionais na primatologia ou em outras áreas do conhecimento.

ObjetivoVer

Os estudantes serão capazes de usar um software SIG para gerir dados espaciais, criar e editar mapas.

Pré-requisitos e o que levarVer

Não há pré-requisitos. É necessário ter notebook individual, com o QGIS 3.34 ou 3.44 pré-instalado (qgis.org/download), para acompanhamento do curso e desenvolvimento da atividade prática.

Projetor eletrônico multimídia. Cada estudante deve levar, obrigatoriamente, seu notebook pessoal com o QGIS 3.34 ou 3.44 pré-instalado. Não serão disponibilizados equipamentos pelos ministrantes ou pela comissão organizadora.

Tarde

13h às 17h

MC07TARDE Minicurso 7

Metagenômica e metabarcoding aplicados à primatologia: da bancada à bioinformática

MinistrantesVinícius Klain · Lunna De Franceschi
Lattes (V. Klain) · Lattes (L. De Franceschi)
  • Teórico-prático
  • Notebook
  • R e Linux

Apresentação

O uso de ferramentas de ecologia molecular tem ampliado as possibilidades de investigação em primatologia, permitindo responder questões relacionadas à dieta, microbiota, saúde, conservação e monitoramento de patógenos por meio de amostras não invasivas. O minicurso apresentará os fundamentos da ecologia molecular aplicada à primatologia, destacando o potencial das abordagens de Sequenciamento de Nova Geração (NGS) para investigar questões relacionadas a microbioma, viroma e resistoma de primatas. Serão abordados os princípios das plataformas de sequenciamento, bem como as diferenças, aplicações, vantagens e limitações das estratégias de metabarcoding e metagenômica.

Na parte prática, os participantes serão introduzidos às principais etapas da análise bioinformática de dados de metabarcoding e metagenômica, incluindo controle de qualidade das sequências, inferência de variantes e organização dos dados utilizando os ambientes R e Linux. Estudos de caso demonstrarão diferentes aplicações dessas ferramentas em pesquisas com primatas. Por fim, será realizada uma atividade prática na qual os participantes executarão uma pipeline de análise de microbiota intestinal, desde o processamento das sequências até a obtenção e interpretação dos resultados, utilizando como exemplo a avaliação do efeito da dieta sobre a composição da microbiota.

ObjetivoVer

Capacitar os participantes a planejar estudos de metabarcoding e metagenômica, integrando etapas laboratoriais e bioinformática aplicadas à pesquisa com primatas.

Pré-requisitos e o que levarVer

Não há pré-requisitos obrigatórios. Conhecimento básico de navegação no ambiente R ou Linux é desejável, porém a atividade prática será guiada por meio de scripts estruturados fornecidos pelos ministrantes.

Os participantes que desejarem acompanhar as análises em tempo real deverão trazer notebook com os softwares previamente instalados. As instruções de instalação e os scripts utilizados no minicurso serão enviados por e-mail antes da atividade.

MC08TARDE Minicurso 8

Entrelaçando saberes: etnoprimatologia como ponte entre o conhecimento popular, científico e a conservação de primatas

MinistranteAntonio Robério Gomes Freire Filho
Currículo Lattes
  • Teórico-prático
  • Material para anotações

Apresentação

A etnoprimatologia dedica-se à compreensão das relações entre seres humanos e primatas não humanos, transcendendo a visão meramente ecológica para abarcar dimensões culturais, históricas e políticas. Este minicurso propõe uma imersão teórico-prática. Inicialmente, serão apresentadas bases conceituais da área, com destaque para as noções de Conhecimento Ecológico Tradicional (CET) e Conhecimento Ecológico Local (CEL), diferenciando suas aplicações e limitações no contexto da primatologia neotropical. A partir dessa base, o curso avançará para os aspectos metodológicos essenciais à pesquisa de campo, abordando desde a construção do rapport — elemento central para o estabelecimento de confiança e ética nas comunidades colaboradoras — até o delineamento amostral adequado e a definição criteriosa do público-alvo.

Serão discutidas técnicas direcionadas para coleta de dados etnoprimatológicos (entrevistas semiestruturadas, observação participante, turnês guiadas e lista livre), bem como estratégias para interpretação qualitativa e quantitativa dos resultados, respeitando a complexidade dos sistemas de conhecimento locais. Um dos pontos estratégicos do minicurso será a reflexão sobre o papel do pesquisador como agente de transformação e interpretação social.

Por fim, abordarei o potencial transformador da etnoprimatologia na formulação de políticas públicas, demonstrando como o diálogo entre ciência e conhecimento etnobiológico pode subsidiar planos de manejo e estratégias de conservação mais justas, participativas e eficazes. Ao final, espera-se que os participantes não apenas dominem os fundamentos da pesquisa etnoprimatológica, mas também reconheçam seu papel na conservação da biodiversidade.

ObjetivoVer

Capacitar pesquisadores e estudantes a integrar saberes locais e conhecimento científico em prol da conservação da riqueza dos primatas brasileiros.

Pré-requisitos e o que levarVer

Material e/ou equipamentos para anotações.

MC09TARDE Minicurso 9

Quando definimos que um primata é ameaçado? Introdução à metodologia, categorias e critérios da IUCN para avaliação do risco de extinção

MinistrantesAmely Branquinho Martins · Carolina Almeida Lisboa
Lattes (A. B. Martins) · Lattes (C. A. Lisboa)
  • Exercícios práticos
  • Trazer dados próprios

Apresentação

A avaliação do risco de extinção é o primeiro passo para o planejamento estratégico da conservação. Este minicurso oferece uma imersão técnica nas categorias e critérios da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), padrão global para identificar táxons ameaçados e metodologia adotada para avaliação do risco de extinção da fauna brasileira. Serão abordados conceitos fundamentais como tamanho populacional (indivíduos maduros), tempo de geração, declínio continuado e fragmentação severa.

Os participantes aprenderão a aplicar os cinco critérios quantitativos: (A) redução do tamanho populacional; (B) distribuição geográfica restrita; (C) tamanho da população pequeno e em declínio; (D) população muito pequena ou distribuição muito restrita; e (E) análise quantitativa de probabilidade de extinção. Discutiremos, ainda, a importância da qualidade dos dados (observados, estimados, projetados, inferidos ou suspeitados) e o manejo da incerteza no processo de categorização.

Por meio de exercícios práticos, e considerando o contexto brasileiro, no qual a avaliação do risco de extinção da fauna é coordenada pelo ICMBio utilizando o sistema SALVE, os especialistas serão preparados para participar de oficinas de avaliação do risco de extinção, compreendendo quais são os subsídios e dados biológicos necessários para fundamentar cada critério da IUCN. Dessa forma, o minicurso também capacita o pesquisador a direcionar seus esforços de campo e análises para preencher lacunas críticas de conhecimento, garantindo que os dados gerados pela academia sejam robustos e aplicáveis às políticas públicas de conservação.

ObjetivoVer

Capacitar especialistas na aplicação da metodologia da IUCN para avaliação do risco de extinção, visando ampliar a atuação dos primatólogos e qualificar futuras avaliações.

Pré-requisitos e o que levarVer

Sugerimos que os participantes baixem o guia Diretrizes para o uso das categorias e critérios da Lista Vermelha da UICN para eventual consulta durante o curso. Caso não seja possível, não há problema.

Solicitamos que os participantes tragam dados, mesmo que preliminares, sobre as espécies com as quais trabalham, para simulações de aplicação dos critérios durante as dinâmicas práticas do curso.

MC10TARDE Minicurso 10

Tecnologias aplicadas ao monitoramento de primatas: teoria e prática com armadilhas fotográficas no dossel

MinistrantesAnamélia Jesus · Luan Goebel
Lattes (A. Jesus) · Lattes (L. Goebel)
  • Teórico-prático
  • Sem arborismo

Apresentação

Os primatas desempenham funções ecológicas fundamentais nas florestas tropicais, atuando na dispersão de sementes, na dinâmica da vegetação e como recurso alimentar para povos indígenas e comunidades tradicionais. Entretanto, seu monitoramento em ambientes remotos, como a Amazônia, ainda enfrenta desafios logísticos, metodológicos e financeiros.

Com base em experiências de pesquisa desenvolvidas no Cerrado e na Amazônia, este minicurso apresentará tecnologias aplicadas ao monitoramento de primatas, incluindo transecções lineares, monitoramento acústico passivo, drones e armadilhas fotográficas, com maior enfoque no uso destas últimas no dossel. Serão abordados planejamento amostral, seleção dos pontos de instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, segurança em campo, organização dos dados e a complementaridade entre os diferentes métodos.

O enfoque prático será a técnica de elevação e instalação de armadilhas fotográficas no dossel proposta por Luan Goebel e colaboradores. Serão apresentados materiais, custos, protocolos, vantagens, limitações e adaptações de baixo custo para pesquisas em regiões remotas. A técnica dispensa treinamento em arborismo, tornando sua aplicação mais acessível e segura. Ao final, espera-se que os participantes sejam capazes de planejar a aplicação dessas ferramentas em projetos de pesquisa, monitoramento e conservação de primatas e outros vertebrados arborícolas.

ObjetivoVer

Apresentar técnicas de monitoramento de primatas, com enfoque em armadilhas fotográficas instaladas no dossel sem treinamento em arborismo.

Público e pré-requisitosVer

O minicurso é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais interessados em monitoramento de primatas e biodiversidade.

MC11TARDE Minicurso 11

Tratamento e análise de dados espaciais aplicado à primatologia

MinistranteGessica Rafaelly Dantas da Silva
Currículo Lattes
  • Prático
  • Notebook com BaseCamp e QGIS

Apresentação

Este minicurso oferece uma introdução prática e inicial ao fluxo de trabalho com dados espaciais em primatologia. É voltado para estudantes e profissionais que desejam começar a trabalhar com análise de dados espaciais, mesmo sem experiência prévia em geoprocessamento. O curso aborda desde o tratamento inicial dos dados coletados em campo até sua aplicação em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG), apresentando de forma didática as etapas básicas para organização, processamento e visualização de informações espaciais.

ConteúdoVer
    • Download, organização e tratamento prévio de dados de GPS (waypoints e tracks) no software Garmin BaseCamp
    • Edição e correção de trajetos de campo, remoção de pontos outliers e padronização de formatos para exportação
    • Tabulação e organização de planilhas de dados espaciais para importação no QGIS
    • Instalação e interface básica do QGIS
    • Importação dos dados tratados (pontos e tracks) para o ambiente SIG
    • Construção de mapas de área de vida (home range) por meio da estimativa de densidade de Kernel (KDE)
    • Elaboração de mapas de área de uso para aplicação em relatórios e publicações científicas
ObjetivoVer

Capacitar os alunos a tratar dados de GPS no BaseCamp e produzir mapas de área de uso no QGIS.

Pré-requisitos e o que levarVer

Notebook com os aplicativos Garmin BaseCamp e QGIS instalados.

2026
Minicursos · manhã 08h–12h · tarde 13h–17h
Atividade paga, por adesão · R$ 60 (1º lote), R$ 70 (2º lote), R$ 80 (3º lote)

Programação sujeita a alterações